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Alcance Editores, no Alcance de uma Educação de Futuro
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Regresso às aulas deve ter acompanhamento psicológico

A FALTA de um acompanhamento psicológico no regresso as aulas pode concorrer para um stress emocional, tendo em conta que algumas delas podem se ter perdido psicologicamente, durante as sucessivas interrupções do processo de lecionação.

A tese é defendida por Háchimo Chagane, psicólogo e docente universitário, numa antevisão do futuro de muitas crianças, no processo do ensino e aprendizagem.

Adianta que na fase de restauração é preciso o desencadeamento de uma série de atividades ou dinâmicas de grupo, para mexer um pouco com o lado psicólogo das crianças porque o stress emocional causado pelas interrupções das aulas traz uma série de sintomatologia que algumas dessas crianças podem não perceber o que está a acontecer com elas.  

Chagane salientou que, a par de se preocuparem com o lado pedagógico e didático, as escolas devem preparar-se também em cuidar da saúde mental porque psicologicamente, tanto os professores, o pessoal administrativo e as famílias de onde as crianças são provenientes sofreram bastante durante esta fase e vão precisar de muita tempo para se restaurar.

Contudo, faz menção ao facto de as crianças terem a particularidade de superar, com algumas facilidades, certas situações desde que sejam criados espaço de oportunidades como jogos, brincadeiras, passiveis de reduzir o impacto de eventuais problemas.

Mas a não introdução destas práticas pode incorrer em problemáticas.

Ressalva que, apesar de as crianças poderem superar os problemas com facilidade, há ainda a hipótese de algumas virem a desenvolver uma maior vulnerabilidade no futuro.

Universidades têm papel a desempenhar  

Sobre quem daria o pontapé de partida na intervenção dos psicólogos nas escolas, a fonte afirma tratar-se de um papel de toda a sociedade, uma vez que o Ministério da Educação, sozinho, não poderá resolver o assunto, dada a sua complexidade.

“Há organizações parceiras do próprio Governo que têm dado às suas universidades e são o exemplo disso, pois no âmbito da sua responsabilidade social, podem fazer pesquisas para identificar a situação das escolas e serem elas a realizar tais intervenções”, disse Chagane.

Por outro lado, explica, o Ministério da Educação deve pensar seriamente na criação da figura do psicólogo na escola e trazer também sociólogos e antropólogos. Acredita que estes podem não ser a solução do problema, mas podem ajudar a minimizá-lo.

“Neste momento os pais e encarregados de Educação devem participar atividades nas escolas e estas, por sua vez, devem orientar-lhes no que devem fazer para complementar o trabalho exercido nos estabelecimentos de ensino”, disse.

Adiantou que as reuniões que normalmente têm lugar nas escolas devem ser aproveitadas não só para o informe sobre o desempenho dos alunos, mas também para um espaço de interação entre pais e os professores, onde os últimos seriam alertados sobre os prováveis problemas das crianças, tendo em conta que elas têm menos tempo nas escolas e mais na família.

As organizações baseadas nas comunidades também podem dar a sua contribuição a nível dos bairros, procurando formas de ocupar as crianças, para além da imprensa que também tem um papel a exercer, através da publicação de trabalhos investigativos que posam ser modelo numa e noutra comunidade.

O psicólogo chama a atenção para o facto de a formação desta criança hoje ser uma preparação do futuro do país.

“São médicos, engenharias, professores, advogados e se eles permitirem com estas fragilidades, isso vai comprometer a sua vida adulta, assim como a vida do país”.

Háchimo Chagane recorda que quando a pandemia eclodiu, a expectativa de muitos era que durasse menos tempo do que está. Hoje, volvidos cerca de um ano e meio, crescer a consciência de que se está perante um problema longa do fim.

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